O que penso sobre a intenção do outro define como eu me comunico com ele.

Fazemos suposições sobre a intenção da outra pessoa a partir do impacto que ela causou em nós. É automático, é rápido, e quase sempre incompleto.
As intenções dos outros existem só na cabeça e no coração deles. São invisíveis para nós, por mais certeza que tenhamos.
O passado dá sentido ao presente. Cada experiência que vivemos vira uma regra sobre como o mundo funciona e sobre como as pessoas deveriam se comportar. Essas regras moldam a história que contamos sobre o que está acontecendo entre nós e o outro, mesmo quando essa história nunca foi confirmada por ninguém.
E as nossas conclusões, por mais lógicas que pareçam, quase sempre refletem os nossos próprios interesses. Buscamos informação que confirme o que já pensamos e damos mais peso a ela. Assim, ficamos ainda mais convictos de que estamos certos, mesmo sem ter checado nada com a outra parte.
A pergunta que fica é: quais eram os seus reais interesses na última conversa difícil que você teve?
Comentários